O Porto é uma caixa forte na Liga dos Campeões
A cidade do Porto ocupa o oitavo lugar entre as que contam com mais participações - 21 do FC Porto e duas do Boavista - e mais jogos recebidos na prova
Estádio das Antas, do Bessa e do Dragão, são estes os três recintos desportivos situados na cidade do Porto que já tiveram o privilégio de receber jogos da Liga dos Campeões. O primeiro e o terceiro utilizados pelo FC Porto em 35 e 48 jogos, respetivamente, o segundo pelo Boavista em nove desafios. No total foram realizadas na Invicta 92 partidas da Champions [hoje a conta sobe com a receção dos dragões à Juventus], o que vale à capital do Norte um lugar de destaque a nível europeu: é a oitava cidade nesse ranking [ver quadro ao lado] e à frente de Lisboa, 12.ª com os 66 jogos repartidos entre Benfica (44) e Sporting (22).
Também em termos de participações na prova milionária, o Porto ocupa o oitavo lugar do ranking, mais uma vez à frente da capital do país, com um total de 23: 21 do FC Porto e duas do Boavista. De resto, em 25 edições da competição criada pela UEFA em 1992/93, só por quatro vezes a Invicta não esteve representada. Nestes dois rankings, a cidade só fica atrás de outras que já tiveram mais equipas na prova, casos de Londres, Atenas e Istambul ou onde moram os maiores colossos do futebol europeu como Madrid, Barcelona e Munique.
Jorge Costa: "Entre as Antas e o Dragão não consigo dizer de qual gosto mais"
Outro dado a reter, e relevante, é o saldo altamente positivo dos desempenhos caseiros de azuis e brancos e axadrezados em casa. Os primeiros, em 83 jogos ganharam 43, empataram 26 e só perderam 14. Já os segundos conquistaram quatro triunfos, tiveram três empates e dois desaires.
Jorge Costa jogou na Champions tanto nas Antas como no Dragão, inclusive na época de transição de um para o outro estádio e assume: "Não consigo dizer de qual gosto mais." Sobre as diferenças, recorda: "As Antas é um estádio mítico para mim, está na história do FC Porto, foi onde me estreei", admitindo que sentiu "nostalgia" e "tristeza" quando se preparou a mudança de estádio. Contudo, lembra que "a modernidade" do segundo fez "esquecer isso" e não notou "diferenças no apoio". E se considera que o jogo "mais marcante" que viveu na Europa até foi na Taça UEFA - "nos quartos de final com a Lázio, foi um ambiente incrível", explica -, do Dragão lembra as "partidas com o Man. United, Lyon e Corunha na caminhada para a final ganha em 2004".
Erwin Sanchez: "Fazíamos do Bessa uma fortaleza. Adeptos davam muita força"
Erwin Sánchez, que jogou pelo Boavista em seis jogos da Champions em 2001/02, admite que "só de ouvir o hino ficava com pele de galinha" e explica os bons desempenhos dos axadrezados: "Fazíamos do Bessa uma fortaleza. Não nos sentíamos diminuídos fora, mas é verdade que os adeptos davam muita força e nós retribuímos." Autor de três golos nessa campanha, o boliviano recordou que o "mais lindo foi contra o Dortmund".