Depois de terem sido apontados vários nomes ao banco do FC Porto, entre os quais o de Marco Silva, treinador que deixou bem claro que nunca saíria do Olympiacos de uma forma hostil, o nome de Nuno ganhou força nos últimos dias. Essa era uma vontade de Pinto da Costa, que nunca escondeu a admiração por um profissional que sempre deu a cara em nome do clube. É uma forma, aliás, de voltar a contar com alguém que sabe bem o que é o ADN do FC Porto, algo que faltou nas últimas temporadas.
Pinto da Costa vê em Nuno Espírito Santo o treinador capaz de colocar o FC Porto novamente no caminho do sucesso e o negócio apresentou-se fácil. Muito fácil, aliás. Segundo O JOGO apurou, o antigo treinador do Rio Ave e do Valência nem pensou duas vezes quando recebeu o convite para treinar o FC Porto. Apesar de ter duas propostas muito boas tanto a nível desportivo como financeiro, e numa altura em que até parecia inevitável uma nova aventura no estrangeiro, Nuno não quis saber de mais nada depois de conhecer o interesse dos dragões.
O regresso ao FC Porto passou o único objetivo e a concretização do negócio ficou alinhavada nos últimos dias. Nuno sabe que vai ter muito trabalho pela frente, mas acredita que vai ter sucesso nesta terceira passagem pelo Dragão.
Nuno Espírito Santo entrará pela terceira vez no FC Porto, a primeira como treinador. Como jogador vestiu de azul e branco entre 2002 e 2004 e entre 2007 e 2010.
O ex-guarda-redes fechou as duas experiências anteriores nos dragões com um total de dez títulos: quatro Ligas, três Taças de Portugal, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e uma Taça Intercontinental.
Aos 42 anos, Nuno vai para a quinta temporada como treinador. Nas quatro anteriores, somou 140 jogos, nos quais alcançou 62 vitórias, 33 empates e 45 derrotas.
Foi na primeira época de Rio Ave e de Valência que obteve as melhores classificações no campeonato. Com os vila-condenses terminou 2012/13 no sexto lugar - na temporada seguinte ficou em 11.º - e com a equipa ché acabou 2014/15 no quarto lugar - depois saiu a meio, na nona posição.
A passagem de Nuno pelo Valência permitiu a valorização de vários jogadores. Alguns nunca tinham jogado tanto ou nunca tinham evidenciado um rendimento tão elevado. São os casos de Féghouli, Javi Fuego, Dani Parejo, Piatti e Gayá. Este último chegou mesmo a ser apontado ao Real Madrid.