Maniche :
Aprecio muito o André André. Vi-o jogar muitas vezes e também percebi que a oportunidade dele iria chegar. Ele não é bom jogador apenas agora - já o era. Portanto, o que ele conseguiu foi à custa da sua dedicação ao trabalho. Tem 26 anos, tal como aconteceu comigo quando cheguei ao FC Porto. É uma pessoa humilde e tem mais vantagens ainda.
O André é um nome que está para sempre ligado à história do FC Porto. Quando eu cheguei vindo de um clube rival, ele foi uma das pessoas que me ajudaram imenso, com os seus conselhos. Conversava muito connosco e passava-nos mensagens sobre a forma de viver o clube. Ora, se ele fazia isto connosco, com certeza que teve e tem a oportunidade de passar tudo isso ao filho. Essa é uma vantagem extraordinária que o André André tem e ele, pelo que tem demonstrado, sabe também ouvir. Não tenho quaisquer dúvidas de que vai também fazer história no clube.
Ele tem tudo para se tornar numa referência do FC Porto.
Hoje fala-se muito de posse de bola, mas o conceito de jogo é diferente de quando eu jogava no FC Porto. Há posse de bola, mas falta objetividade. O médio box-to-box, aquele típico oito, como julgo que eu era, já quase não existe. Portanto, o André André está também sujeito a outro tipo de futebol, mas, com a qualidade que tem, saberá com certeza utilizar muito bem todas as suas características.