Iker Casillas :
Estava nervoso. Era a primeira vez que vivia uma coisa assim.
É curioso, mas nunca tinha sido apresentado. Quando comecei no Real Madrid era terceiro guarda-redes. Os meus companheiros lesionaram-se e eu apareci para ajudar, mas nunca fui apresentado. Ver as pessoas a cantar o meu nome, aqueles aplausos...
O meu filho com a camisola do FC Porto foi uma forma de mostrarmos que queremos um vínculo. O meu filho vai estar aqui nos próximos anos e quero que aprenda português. Era importante para mim que estivesse lá nesse dia, ainda que não se vá lembrar de nada. Será bonito recordar. O Martín vai regressar ao relvado do Dragão este ano, quando ganharmos um título.
No FC Porto, a dimensão é muito mais humana, familiar, mas de absoluto profissionalismo. Todos caminham na mesma direção para que o FC Porto esteja o melhor possível e isso passa para o relvado. Muitas vezes, o lado humano é o que te faz render.
Venho de uma equipa que é A EQUIPA. Com maiúsculas. A equipa do mundo e das pessoas. E cheguei a um clube que também tem história e que quero fazer parte, mas fazendo as coisas como fazem no Porto. Adaptando-me à filosofia. Com humildade e modéstia conseguiram muitos êxitos. Quando estás tanto tempo na mesma equipa, alguns chateiam-se. O FC Porto é um grande clube e eu comecei do zero. É um desafio voltar a sentir-me importante.
Troquei duas ou três mensagens com Lopetegui e ambos sentimos que era possível. Deu-me a confiança necessária. O meu objetivo? Não desiludir. As coisas podem correr bem ou não. Mas tenho um compromisso com ele, com o clube e com os adeptos.