Julen Lopetegui :
É um adversário que nos criou muitas dificuldades no jogo da primeira volta. Historicamente é uma equipa difícil. O Boavista está uma equipa mais completa e joga com as armas que tem. O FC Porto tem vontade de vencer e tem argumentos para poder superar este adversário.
O que queremos é somar três pontos, precisamos deles.
Depois de a Liga ter tomado a decisão de permitir que se jogue no sintético, nada tenho a dizer sobre isso. A minha opinião não vale para nada. Temos que adaptar-nos rapidamente às condições, reagir e tentar fazer um bom jogo contra uma equipa que cresceu muito. O Boavista venceu o Braga, tem muitas coisas boas e joga no seu ambiente.
Claro que alguns aspetos [da preparação] tiveram que ser diferentes. As sensações [de jogar em sintético] são diferentes; temos que nos adaptar rápido.
Quarta-feira já passou à história. As circunstâncias são completamente diferentes. Vai ser um jogo ainda mais difícil do que o de Basileia.
É uma realidade. São as condições que temos, mas não temos só cinco jogadores. Eles não vão jogar por motivos diferentes, mas a competição é assim mesmo. Temos de saber dar uma resposta e é para isso que temos um plantel. Vão aparecer outros e temos confiança neles para ultrapassar as dificuldades que nos serão colocadas. Têm de mostrar o caráter que precisamos para jogar num terreno como o do Bessa.
[Óliver] Voltou a lesionar-se no ombro, infelizmente para ele e para a equipa, porque não se pode ocultar que é um jogador importante, pela dinâmica ofensiva e defensiva que tem. Mas o trabalho passa por encontrar soluções rapidamente e esperar que se recupere o quanto antes e não tenha mais recaídas, que é o que espero. Ele tem vontade de recuperar rapidamente. Quanto a Brahimi ainda vamos ver.
Estamos a competir bem e a tentar dar respostas às dificuldades que nos têm surgido, sem deixar de crescer futebolisticamente em todos os aspetos que precisamos para continuarmos a melhorar. Depois, o resto é convosco. Nós temos vontade de continuar a trabalhar para que a equipa continue a crescer. Agora temos um cenário real, mas temos de nos adaptar, não podemos parar para pensar. Temos demasiada vontade de ganhar para estarmos a perder tempo a pensar. Temos de dar resposta.
(arbitragem) O que espero? Que acerte e que tenha um bom dia; desejo-lhes toda a sorte do mundo. O que espero tem a ver com a equipa, que é o que tenho debaixo do meu controlo. É onde vamos concentrar toda a nossa energia, como fazemos todos os dias.
Sem dúvida alguma. O Boavista é a equipa que mais tem melhorado na Liga. É forte e dura, mas tem os seus momentos de futebol; sabe dar respostas, tem uma boa dinâmica, sabe como atacar os adversários com as condições que tem. Nós temos de saber dar uma resposta a isso. Depois, o árbitro terá de ser justo e proteger o futebol, mas isso é uma questão que está longe da minha influência.
Pinto da Costa :
Esta equipa do FC Porto está ao nível das melhores destes 30 anos. O mal não são os árbitros, é o critério de nomeações. Cortes entre Sporting e Benfica passam-me ao lado. (Figo) Um português na FIFA? Preferia um estrangeiro na FPF.
De todo. O Jackson foi, como sempre é, sério nas declarações que fez, até porque isso não foi assumido agora, foi assumido no ano passado quando renovámos o contrato. Assumimos nessa altura que, no verão, se aparecer um clube com determinada verba que acordámos, ele sairia. Estamos conscientes desde essa altura que ele poderia sair. Isso foi combinado há meses e, considerando a enorme qualidade dele, é natural que saia. Aliás, até já era para ter saído no ano passado, mas concordou em ficar mais uma época pela aposta que fizemos neste plantel e pela juventude da equipa, que precisava do equilíbrio garantido pela presença dele. De resto, tenho a certeza absoluta de que, se no último dia em que estiver no FC Porto ele tiver de enfrentar a equipa para onde hipoteticamente irá jogar a seguir, dará tudo para vencer.
Não me lembro de nenhuma época, desde que sou presidente do FC Porto, que não tenha sido complicada. É evidente que, nesta altura, a minha preocupação vai, não no sentido dos próprios jogos, não obstante o respeito que todos os adversários nos merecem, mas da forma como são arbitrados. Vejo em clubes adversários entradas que até os críticos do vosso jornal dizem serem merecedoras de vermelho e nem amarelo levam; e vejo os nossos jogadores, à mínima coisa, ficarem marcados para levar logo amarelo. Há o caso do FC Porto-Benfica em que o Benfica bateu o recorde de faltas, mas o Casemiro, na primeira que fez, junto da linha lateral, uma falta igual a muitas outras bem mais duras que passaram incólumes, viu logo um cartão amarelo. Isso é que me preocupa. Isso e o critério das nomeações.