Vítor Pereira
Era uma das características que lhe detetámos e que o tornava um avançado completo. Nos treinos fazia muitos golos como esse e, se isso não acontecia em jogo, era seguramente por défice de confiança. O golo ao Rio Ave pode ter-lhe devolvido isso e acredito agora fará mais assim.
Trazia uma fibrose numa coxa. que sem ser uma lesão complicada, não lhe permitia explodir em espaços curtos. E, por isso, acabava por jogar mais dentro da área, que exigia menos dele. Fora jogava mais nos apoios e como pivô. O departamento médico fez um trabalho específico com ele, mas demorou quase a época toda a resolver. Tem de arriscar mais. Pode evoluir nisso também. Arrisca pouco. Pedia-lhe várias vezes. Falta o desbloqueio mental. Pode ser que tenha desbloqueado.
Apesar de ter chegado aos 26 anos, sempre achei que tinha margem de evolução, até porque era o seu primeiro ano na Europa. Tinha muito potencial a desenvolver e acreditei que as épocas seguintes fossem melhores. Sempre o achei muito completo, mesmo antes de o contratarmos. Sabia jogar em zonas baixas, tocar, tabelar, rodar para os dois lados, rematar com ambos os pés. Funciona como pivô de uma equipa que gosta de ter a bola, mas ao mesmo tempo sabe jogar no espaço.