Primeiro pódio de um português na F1
Tiago Monteiro realizou uma corrida de grande garra, batendo os seus adversários habituais, Narain Karthikeyan e os dois Minardi/Cosworth de Christian Albers e Marcus Friesacher. Na pista de Indianapolis com caracteristicas tão peculiares, o piloto português voltou a superar o seu colega de equipa, o que aconteceu pela terceira vez consecutiva em que ambos terminaram as corridas.
Tiago Monteiro terminou todos os Grandes Prémios em que participou, aumentando o seu recorde e liderando a lista de pilotos que esta temporada cruzou a linha de meta em todas as corrida, subindo ao 13º lugar do Mundial de pilotos e angariando seis pontos.
Foi a primeira vez que Portugal teve um piloto num Pódio do Mundial da Formula1 com Tiago Monteiro a acompanhar a dupla da Ferrari, Michael Schumacher e Rubens Barrichello, pilotos que nos primeiros Grandes Prémios bem sofreram com as parcas performances dos pneus Bridgestone. O lamentável facto dos pilotos da Michelin terem desistido, foi um acto que em nada beneficiou o espectáculo, já que em pista ficaram somente os seis monolugares que utilizam os pneus japoneses.
" Tenho que agradecer à minha equipa ter-me dado novamente um carro fiável, que me permitiu alargar o meu recorde de eficácia de nove Grandes Prémios em nove. Devo comparar a minha prova com os meus adversários habituais, e nesse aspecto não podia ter corrido melhor. O resultado final é melhor do que esperava, foi a minha recompensa pela regularidade, numa corrida ao ataque até ao fim. É verdade que foi em circunstâncias estranhas, mas estávamos lá para correr e não roubei este lugar a ninguém. Quero dedicar este Pódio à minha família, aos meus patrocinadores e às pessoas que ao longo da minha carreira confiaram em mim e me ajudaram. Poder estar aqui hoje a festejar o terceiro lugar é uma forma de lhes agradecer. Gostei bastante de receber também um telefonema do Sr. Primeiro Ministro, O Engº José Sócrates, que me disse ter seguido toda a corrrida atentamente."
" É pena que os espectadores tenham pago o bilhete para verem uma corrida de 20 carros e estarem só seis, mas a Michelin cometeu um erro grave que estava a por em causa a segurança dos seus pilotos, e teve de tomar aquela decisão. Nós fizemos o nosso trabalho, fizemos as nossas corridas, não podíamos defraudar os espectadores. Os Ferrari andavam na frente a lutar entre eles e ganhavam cerca de um segundo por volta." o piloto português, e o Jordan Toyota nº18 destacavam-se no terceiro lugar desde a partida, pondo-se a salvo para um pit-stop tranquilo.
" Se tive uma corrida horrível no Bahrain por causa da péssima eficácia dos pneus Brigestone, e depois no Mónaco com o calor, após as primeiras 20 voltas já não tinha pneus, e tive de me aguentar até ao fim evitando bater nos railes de protecção, na pior corrida da minha vida, o mesmo aconteceu várias vezes com o Schumi, sofremos furos e.t.c. e não pedimos à FIA para trocar de pneus, mas trabalhámos com os nossos fornecedores e tivemos pneus optimos para a corrida, o mais problemático são as qualificações" Quero também aqui fazer justiça, e os pneus Bridgestone estavam muito bons durante a corrida.
A melhor volta da corrida foi de Michael Schumacher, no Ferrari 1m11,497 na 44ª volta, na mesma altura em que Tiago Monteiro tentava também o seu melhor tempo em corrida ( 48ª Volta) sendo cronometrado em 1m13,237s. a 2,740s.
O novo Jordan EJ 15 B Toyota será testado pelo Tiago Monteiro na 5ª Feira em Barcelona.