Dias da Cunha :
Se calhar o blackout evita que o presidente continue a dizer disparates. Serve para o calar, porque é ele que tem de ser calado. O comunicado foi disparatado. Lê-se e o que salta dali é um ataque à equipa de futebol. É inacreditável. O resultado é nada, a não ser o ataque à equipa. O resto é completamente disparatado. Aquele enunciar de jogadores que nem na equipa B muitas vezes têm lugar foi para dizer o quê? A única coisa que me agrada no Sporting é o trabalho feito em relação à equipa principal de futebol, mas há um único homem a quem isso se deve: o treinador. Tenho a maior admiração pelo trabalho de Marco Silva.
Menezes Rodrigues :
Penso que se trata de uma tentativa legítima, que se percebe, de parar com a grande mediatização em torno das questões que envolveram o presidente e o treinador nos últimos dias. É importante nesta fase que a equipa de futebol não sofra danos colaterais. Veremos é se se atingem os efeitos desejados com esta tomada de posição. Aqui não se trata de concordar ou não com esta medida de instaurar o silêncio. Cada gestão tem o seu estilo e age à sua maneira. Isso deve ser observado e respeitado, mas, na circunstância, creio que representa um risco para a Sporting SAD.
Bessone Basto :
Percebe-se. Entendo que é uma maneira de fazer com que se pare de falar tanto numa altura delicada. Tem sido muito exagerada a forma como a comunicação social tem escrutinado o Sporting. Talvez seja por a equipa de futebol ainda se encontrar em todas as frentes. Há gente a deitar achas na fogueira e, de facto, é preciso arrefecer as coisas. Agora, espero é que esta medida não represente uma fuga para a frente por parte do presidente. Será bom que isto não seja só para os outros; ele também precisa de falar menos e não silenciar outras vozes para que se ouça só a dele.