O Benfica venceu hoje o Paris Saint-Germain por 3-1 e qualificou-se para os quartos-de-final da Taça UEFA, juntando-se a Sevilha, Espanhol, Osasuna, AZ Alkmaar, Bayer Leverkusen, Werder Bremen e Tottenham. O sorteio está marcado para esta sexta-feira, em Glasgow (Escócia).
ASF
O Benfica não começou bem o jogo e o primeiro susto surgiu logo aos dois minutos, quando Pauleta, isolado diante de Moretto, rematou forte para boa defesa do guarda-redes encarnado. O técnico do PSG, Paul Le Guen, deixou alguns habituais titulares no banco e apostou de início em gente jovem, de sangue na guelra, de forma a tentar surpreender o Benfica. Quase o conseguia, mas os franceses depressa perderam o gás, mais concretamente aos 12 minutos. Excelente trabalho de Nuno Gomes, a recuperar a bola e a isolar Simão, que ficou cara a cara com o guarda-redes Landreau e inaugurou o marcador.
O primeiro objectivo do Benfica estava alcançado – igualar a eliminatória. Falta mais um golo, de forma a garantir vantagem sobre o PSG. Golo que só não aconteceu aos 14 e 15 m porque Katsouranis e Karagounis remataram aos ferros da baliza francesa. O Benfica porfiava e o segundo golo surgiu aos 27 minutos, através de Petit. O médio encarnado viu Landreau adiantado e fez-lhe o «chapéu», de fora da grande área.
Tudo parecia caminhar para uma noite tranquila, se a equipa encarnada não se tivesse deslumbrado com a vantagem na eliminatória, esquecendo que no outro lado estava Pauleta... Aos 32 m, balde água fria sobre as hostes encarnadas. Centro de Rothen e o açoriano, à vontade, a reduzir a desvantagem, de cabeça, e a igualar de novo a eliminatória. Nesta altura, nas bancadas da Luz, muitos adeptos terão pensado na falta de Luisão... E de Quim, porque Moretto ainda tocou na bola e foi mal batido...
Estava tudo em aberto ao intervalo. No regresso dos balneários, o Benfica surgiu nervoso, como que acusando em demasia o golo de Pauleta. O PSG aproveitou para pressionar o último reduto encarnado e temeu-se o pior nas bancadas da Luz, a ponto de surgirem os primeiros assobios. O Benfica parecia incapaz de reagir, apático. Foi tempo de o técnico do PSG refrescar a equipa com jogadores mais experientes, enquanto Fernando Santos, que já tinha substituído Karagounis por João Coimbra, apostou em Derlei para o lugar de Micolli. O sinal mais continuou a pertencer ao PSG, que também mostrava dificuldade em chegar ao golo.
Quando já se pensava no prolongamento (88 m), Mulumbu derrubou Léo na área de rigor e Simão, chamado a transformar a respectiva grande penalidade, fê-lo como muito bem sabe e colocou os encarnados nos quartos-de-final da Taça UEFA. Os adeptos encarnados podiam, finalmente, respirar de alívio e fazer a festa nas bancadas. Simão mostrou, uma vez mais, que atravessa grande momento de forma. Por outro lado, Luisão faz muita falta no eixo da defesa encarnada. Moretto, chamado a render Quim (lesionado), revelou alguma insegurança, nomeadamente no lance que originou o golo de Pauleta.
No balanço da eliminatória, o Benfica provou que é melhor equipa que o PSG e merece estar nos quartos-de-final. Agora... toda a esperança é legítima!
Estádio do Sport Lisboa e Benfica
Árbitro: Florian Meyer (Alemanha)
BENFICA – Moretto; Nélson, David Luiz, Anderson e Léo; Petit; Katsouranis, Simão e Karagounis (João Coimbra, 46 m); Miccoli (Derlei, 76 m) e Nuno Gomes (Paulo Jorge, 90 m).
PARIS SAINT-GERMAIN – Landreau; Mabiabala (Mendy, 74 m), Rozenhal, Traoré e Dramé; Diané, Mulumbu, Rothen e Gallardo (Ngog, 70 m); Pauleta e Luyindula (Kalou, 70 m).
Ao intervalo, 2-1
Golos: 1-0, Simão (12 m); 2-0, Petit (27 m); 2-1, Pauleta (32 m); 3-1, Simão (88 m, de grande penalidade).
Resultado final 3-1.
Benfica qualificado para os quartos-de-final da Taça UEFA, junta-se a Sevilha, Espanhol, Osasuna, AZ Alkmaar, Bayer Leverkusen, Werder Bremen e Tottenham.
Cartão amarelo a Mulumbu, Katsouranis, Rothen, Miccoli, Nuno Gomes e Traouré.
Cartão vermelho (segundo amarelo) a Mulumbu (87 m).
Source abola.pt