pour revenir sur le penalty raté:
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Luís Figo falhou diante do Liechtenstein o seu quarto «penalty» com a camisola da Selecção nacional. O craque do Inter ultrapassou assim Jordão e Oceano, os outros nomes grandes do historial das quinas que falharam três castigos máximos. Figo tem quatro golos em oito tentativas. Oceano quatro em sete. O registo de Jordão é bem pior: um golo em quatro «penalties» tentados.
Curiosamente, Figo falhou pela segunda vez no Municipal de Aveiro, o que já havia acontecido em Novembro de 2003, num particular diante da Grécia. Antes, o número 7 da selecção estreara-se a falhar diante da Escócia, em Novembro de 2002, num jogo em Braga. E depois disso também falhou com a Suécia, em Coimbra, num particular antes do Euro-2004.
Até então, o registo de Figo na marca de grande penalidade era perfeito: quatro golos em quatro, com destaque para o «penalty» decisivo no empate com a Holanda (2-2), em Março de 2001. Foi esse lance, aliás, que motivou uma troca nos hábitos da selecção: até aí, era Rui Costa quem marcava os «penalties», com um registo assinalável de seis em seis. Mas ao chamar a si a responsabilidade, e ao ser também o habitual marcador no Real Madrid, Figo passou a ter a primazia. Uma situação que se manteve até final do Euro-2004, e que foi retomada com o regresso do agora jogador do Inter à selecção.
Durante os 12 meses em que Portugal não contou com Figo, a equipa nacional beneficiou apenas de um «penalty», convertido por Pauleta na goleada (5-0) sobre o Luxemburgo. Agora, poderia pensar-se que o ponta-de-lança, que persegue o «record» de Eusébio, seria o escolhido para marcar a falta cometida sobre si próprio na área do Liechtestein. Mas o «capitão» voltou a avançar. E a falhar pela quarta vez consecutiva. O seu último golo de «penalty» foi frente a Angola, no velho estádio de Alvalade, em Novembro de 2001. Daí para cá, nasceu um enguiço que dura há quatro anos.